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Sonolência, estresse e esgotamento físico: a gestão da fadiga no ambiente de trabalho

O cansaço é considerado uma consequência normal do trabalho, mas, se os limites não forem respeitados, rotinas muito intensas podem ocasionar decisões erradas, falhas graves, acidentes ou em casos extremos fatalidades.

A fadiga é um estado de esgotamento mental e/ou físico que reduz a capacidade do indivíduo para realizar a sua atividade de forma segura. A fadiga é mais do que uma sensação de cansaço e sonolência. As características individuais e as condições de trabalho contribuem para a fadiga no trabalho. A causa está diretamente relacionada a fatores ou a um conjunto deles, classificados como fisiológicos, psicológicos, ambientais e sociais, sendo alguns deles:

  • Falta de horas de sono;
  • Esforço físico elevado;
  • Trabalho intelectual intenso;
  • Trabalho sob stress;
  • Ambiente térmico (temperaturas extremas);
  • Ambiente saturado (falta de oxigênio, fumo, etc);
  • Duração do trabalho;
  • Trabalho em posições incorretas;
  • Deficiente iluminação;
  • Trabalho por turnos;
  • Ruído;
  • Conflitos.

Entre as diversas consequências no ambiente de trabalho, a fadiga pode causar baixo rendimento, altos índices de absenteísmo, risco elevado de se envolver em acidentes de trabalho ou cometer erros na atividade desenvolvida, originar lesões de esforço, afetar a estabilidade emocional do colaborador, o clima organizacional e causar: lapsos de atenção, perda da memória do trabalho e perda da capacidade executiva.

E em alguns casos, o trabalhador pode apresentar a fadiga na fase aguda, em que ajustes nas horas trabalhadas, ergonomia e período adequado de descanso resolvem o problema, ou na fase crônica, situação em que o indivíduo não consegue eliminar a fadiga apenas com repouso e sim com a ajuda médica. Colaboradores que extrapolam a carga horária regulamentada, levam trabalho para casa e convivem com a necessidade de mostrar resultados e atingir metas, estão mais suscetíveis a apresentar quadros de fadiga crônica.

Empresas onde o desempenho humano individual é decisivo em relação a vida de outros indivíduos, com profissionais médicos, pilotos de avião ou motoristas, têm adotado programas de observação e amenização dos sintomas de fadiga como assunto de prioridade máxima em saúde e segurança do trabalhador. Inclusive, contratando equipes de psicólogos e terapeutas para fazer a gestão do risco de fadiga.

As empresas têm papel fundamental no monitoramento, controle e combate da fadiga. Para reduzir a possibilidade de adoecimento ou mesmo acidentes por motivo de fadiga, atuar e investir em prevenção é a solução mais acertada. Para isso podem ser implementadas: técnicas de rastreio de fontes de estresse, pesquisas de clima organizacional, instalação de sensores de fadiga em veículos e máquinas, adoção de espaços de descompressão para pausas, momentos de lazer e descanso, capacitação de gestores diretos para a valorização da comunicação adequada com a equipe com a finalidade diminuir conflitos e estresse, incentivo a atividade física, criação de um canal de ouvidoria e diálogo em que os profissionais podem relatar abertamente problemas que geram sobrecarga e estresse e para alguns segmentos de negócio: ambiente de trabalho flexível para que os colaboradores consigam organizar atividades pessoais e profissionais, trabalhando quando e onde acharem melhor.

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