Categorias: Estatística

Acidentes de trabalho em 2017: estatísticas, causas e principais vítimas

O Ministério do Trabalho divulgou dados sobre os acidentes de trabalho ocorridos em 2017 no Brasil. O Anuário Estatístico de Acidentes analisa ainda como os imprevistos interferem na saúde e na economia do país. Confira quais foram os principais acidentes registrados, assim como suas causas e principais vítimas.

Acidentes de trabalho em 2017

A divulgação dos números de acidentes de trabalho em 2017 acendeu um alerta nas empresas e no governo brasileiro. Não houve qualquer evolução em relação ao período anteriormente mapeado (2016) no sentido de diminuir o número de acidentes. Veja as principais estatísticas destacadas pelo Ministério do Trabalho:

  • A cada 4 horas e meia morreu um trabalhador;
  • Foram feitas 675.025 comunicações por acidentes de trabalho (CATs);
  • Foram notificadas 2.351 mortes;
  • O Brasil perde, anualmente, 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes de práticas ineficientes em segurança do trabalho, e essas perdas gerais à economia com acidentes de trabalho equivaleram a R$ 264 bilhões.
  • Entre 2012 e 2017, o gasto da previdência com benefícios dados aos trabalhadores (auxílios-doença, auxílios-acidente, aposentadorias por invalidez e pensões por morte) foi de mais de R$ 26,2 bilhões.

Principais causas

As estatísticas de acidentes de trabalho em 2017 também abordaram as maiores causas dos eventos. Conforme o cruzamento dos dados, o principal agente causador são as máquinas e equipamentos. Motivo pelo qual o Ministério demonstrou especial preocupação com a Norma Regulamentadora 12, que fixa regras sobre segurança no trabalho no uso de máquinas e equipamentos.

De acordo com o relatório apresentado, considerando os setores econômicos, os acidentes de trabalho em 2017 foram mais frequentes em:

  • Ramo hospitalar e de atenção à saúde, público e privado (10% das CATs);
  • Comércio varejista (3,5%);
  • Administração pública (2,6%);
  • Correios (2,5%);
  • Construção (2,4%); e
  • Transporte rodoviário de cargas (2,4%).

Vítimas de acidentes de trabalho em 2017

As vítimas mais comuns de acidentes em 2017 foram trabalhadores de menor remuneração, os mesmos que apresentaram mais lesões incapacitantes. Considerando os setores mais atingidos, é fácil imaginar quem são os maiores prejudicados com a deficiente gestão de saúde e segurança do trabalho. Veja:

  • Profissionais de linhas de produção;
  • Técnicos de enfermagem;
  • Faxineiros;
  • Serventes de obras;
  • Motoristas de caminhões.

Trabalhadores que lidam com máquinas e equipamentos têm, inclusive, mais chances de sofrer ferimentos graves.

Prejuízos causados pelos acidentes de trabalho em 2017

Os números demonstram, de forma alarmante, como a gestão de saúde e segurança do trabalho nas empresas é deficiente. Os prejuízos não se limitam às perdas financeiras para o PIB brasileiro e para a Previdência Social. Eles abrangem outras situações muito importantes, como a perda de uma vida, o abalo na estrutura familiar, o desgaste da imagem empresarial perante colaboradores, sociedade e mercado, dentre outros.

Gestão de saúde e segurança do trabalho

A divulgação dos dados pelo Ministério Público não objetiva desgastar as empresas com alto índice de acidentes de trabalho em 2017. A intenção é estimular discussões sobre a redução dos riscos e os ganhos de produtividade resultantes dela. Essas informações são fundamentais para aprimorar políticas públicas de saúde e segurança no trabalho.

Pensando nisso, as empresas devem refletir sobre as condições de segurança que oferecem a seus trabalhadores e a conformidade de sua conduta com as normas regulamentadoras, para avaliar se a gestão de SST está sendo bem feita. Os funcionários estão comprometidos com a prevenção? Qual foi o índice de acidentes na empresa? Quais os pontos fracos que precisam ser aprimorados?

Imagine que uma empresa integre o setor mais atingido pelos acidentes de trabalho em 2017 (hospitalar). O primeiro passo para uma boa gestão de saúde e segurança do trabalho é verificar a conformidade da atividade com a Norma Regulamentadora 32.

No mesmo sentido, se sua empresa trabalha com máquinas e equipamentos, é preciso estar dentro dos preceitos da Norma Regulamentadora 12. Como eles apresentam altos índices de acidentes, provavelmente serão os mais fiscalizados e cobrados pelos fiscais do Ministério do Trabalho.

Para diminuir os números de acidentes, as empresas devem se preocupar em fazer uma boa gestão de saúde e segurança do trabalho. Para tanto, é preciso estar em conformidade com as normas e adotar práticas para minimizar os riscos.

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